domingo, 24 de julho de 2011


Dizem que a gente tem o que precisa.
Não o que a gente quer. Tudo bem.  Eu não preciso de muito. Eu não quero muito.  Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.  Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade.  Mais harmonia. Mais noites bem dormidas.  Mais noites em claro. Mais eu. Mais você.  Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.  Eu quero Nós. Mais nós. Grudados.  Enrolados. Amarrados.  Jogados no tapete da sala.  Nós que não atam nem desatam.  Eu quero pouco e quero mais.  Quero você. Quero eu.  Quero domingos de manhã.  Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.  Quero seu beijo. Quero seu cheiro.  Quero aquele olhar que não cansa,  o desejo que escorre pela boca e o minuto  no segundo seguinte:  nada é muito quando é demais. 

Sinceros Castanhos



Passam as horas
Sem demora
Pensando numa maneira
De ficar pra sempre
Já que é indiferente
Com amor que tenho
Coração dói
Se soubesse que me destrói
Olharia nos sinceros castanhos
O amor que despreza está maior
E que o rio de lágrimas
Desses sinceros castanhos jorraram
Por você
Poderia amolecer este durão coração
Que por horas, os sinceros castanhos
Admirava-os, calada naquela madrugada.


(Fabíola Ibrahim)